O Desapego das Relações

O conceito de relacionamento muitas vezes está intrinsecamente ligado a ideais tradicionais e expectativas culturais enraizadas. Desde cedo, somos expostos a contos de fadas que idealizam o romance e a ideia de encontrar o “príncipe encantado” ou a “princesa dos sonhos”. Essas narrativas, embora fictícias, influenciam profundamente nossas percepções sobre relacionamentos e casamento.

Pesquisas sobre a psicologia do amor, conduzidas por profissionais como Robert Sternberg, destacam a importância de componentes como intimidade, paixão e compromisso nas relações românticas. No entanto, essas definições muitas vezes são moldadas por ideais culturais e sociais, que podem reforçar concepções tradicionais de gênero e papéis familiares.

O desejo masculino de ser o provedor da família, por exemplo, remonta a noções de masculinidade arraigadas na sociedade. A socióloga Arlie Hochschild, em seu livro “The Second Shift” (1989), explora como as expectativas de gênero influenciam a divisão do trabalho doméstico e as responsabilidades familiares, com os homens muitas vezes assumindo o papel de provedores financeiros.
Além disso, muitas pessoas ainda consideram o casamento tradicional como um objetivo de vida importante, influenciado por normas culturais e religiosas.

Aos seis anos, minha filha desenvolveu o primeiro ‘crush’ na escola. Eu nunca tinha mencionado relacionamentos (como mãe solo, sequer tive tempo para conhecer outras pessoas desde que ela nasceu), mas ela teve contato com relacionamentos românticos na TV, conversando com colegas e talvez até mesmo tios e avós.
Sempre fiz o possível para mostrar que ela poderia ser completa sozinha, colocando filmes como Moana ou Raya- onde as personagens embarcam em uma ventura para salvar o mundo sem ter nenhum interesse amoroso – ao invés dos filmes que eu cresci assistindo: Pequena Sereia (onde uma sereia que seria rainha do mar abre mão de TUDO, inclusive da própria voz, para seguir um homem) ou mesmo A Bela e Fera, onde a personagem aguenta um tratamento abusivo que lhe rende um príncipe bonito como prêmio.

Não posso deixar de introduzir dados sobre relacionamentos abusivos e a falta de percepção das mulheres sobre eles. É crucial para conscientizar sobre esse problema sério e muitas vezes subestimado.

De acordo com estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três mulheres no Brasil já sofreu algum tipo de violência doméstica. No entanto, muitas vezes as vítimas não reconhecem imediatamente os sinais de abuso, o que pode levar a um ciclo de violência contínua.

Pesquisas também mostram que muitas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos devido a uma variedade de fatores, incluindo dependência financeira, medo das consequências de deixar o parceiro, baixa autoestima e manipulação psicológica por parte do agressor. Além disso, a falta de educação sobre relacionamentos saudáveis e o estigma associado ao divórcio ou separação podem dificultar ainda mais a saída dessas situações prejudiciais.

O abuso não se limita apenas à violência física; ele pode assumir várias formas, incluindo abuso emocional, verbal, sexual e financeiro. Muitas vezes, as vítimas de abuso não reconhecem os sinais de alerta ou minimizam sua gravidade, o que pode prolongar sua permanência nesses relacionamentos.

É crucial aumentar a conscientização sobre os padrões de relacionamento abusivo e prover às mulheres os recursos e o apoio necessários para reconhecer e sair dessas situações. Isso engloba educação sobre sinais de alerta, acesso a serviços de apoio e intervenção precoce para interromper o ciclo de abuso antes que se torne fatal.

Culturalmente, o divórcio é frequentemente percebido como uma falha pessoal ou uma quebra dos valores tradicionais da família, o que pode induzir as mulheres a se sentirem envergonhadas ou culpadas por considerar a separação.
Além disso, as mulheres que optam pelo divórcio podem enfrentar discriminação social e econômica, incluindo dificuldades no mercado de trabalho e problemas financeiros. Muitas vezes, são rotuladas como “fracassadas” ou “desistentes”, o que pode afetar sua autoestima e seu bem-estar emocional.

Há vinte anos visitei uma parte da família no interior com meus pais. Apesar de adolescente e ainda sem experiência em relacionamentos, me deparei com uma situação que moldou meu futuro: minha mãe chamava uma parente de ‘a prima divorciada’.

Estamos falando do final da década de 90 e começo dos anos 2000. Minha mãe a chamava pelo nome apenas quando ia conversar diretamente com ela. Quando falava com os outros era ‘a divorciada’. Aquilo ficou no meu inconsciente como algo muito negativo.

Anos depois tive um relacionamento que começou muito bem, mas logo nos primeiros meses tive alguns sinais de abuso financeiro que minha inexperiência associada ao ensinamento cultural de submissão da mulher, não me permitiu enxergar naquele momento.

Meu namorado me perguntou se eu gostaria de dividir a compra de um videogame com ele. Eu sempre odiei jogos eletrônicos e prontamente me recusei, mas ele conseguiu me convencer: disse que era um videogame que lia os movimentos a distância, que existia jogos fitness e que eu poderia até mesmo economizar na academia. Cedi. Porém, ele apenas pagou duas parcelas das seis existentes e quando fui cobrar ele fez uma promessa maior ainda: ‘é tudo nosso. Até mesmo o meu carro, é seu também, pode usar quando quiser’. Só que nunca precisei do carro e o videogame ficou na casa dele. Joguei duas vezes.

Tudo se tornou uma bola de neve que culminou com uma conta negativa em 80 mil reais, diversos processos da justiça e um divórcio desgastante com uma bebê de um ano envolvida. Perdi carro, apartamento e tive que voltar para a casa da minha mãe ostentando o título da ‘filha divorciada’.

“É só uma fase”, “são os hormônios da gravidez”, “é seu papel como mulher”. Essas frases e tantas outras, assim como ‘orações pelo casamento’, apenas escancaram a hipocrisia de viver algo ruim para manter as aparências.

Em uma frase icônica da série Succession da HBO, o personagem Tom diz para sua esposa Shiv: “Eu me pergunto se a tristeza que eu sentiria por estar sem você seria menor do que a tristeza que sinto por estar com você” (tradução livre).

Tom não é um personagem ético ou correto, mas sua frase ilustra muito bem o que todos sentimos quando um relacionamento é sufocante.

Desapegar do que é mais pesado de suportar é o caminho.

Michele foi um anjo da guarda para Giovana. No meio da noite, Michele atende o telefone e percebe que sua amiga está aos prantos. Giovana diz que seu marido a agrediu verbalmente, confessou que estava tendo um caso, que sua namorada está grávida e saiu de casa apenas com a roupa do corpo.

Giovana estava despedaçada e sem condições de raciocinar. Prontamente, Michele foi até o apartamento da amiga, verificou a matrícula do imóvel e percebeu que estava em nome do casal. Ela informou ao porteiro que o marido de Giovana tinha sido agressivo e, por isso, não poderia mais entrar no prédio. Orientou a amiga a fazer um boletim de ocorrência (mesmo com Giovana achando que ‘não era para tanto’) e pediu que um chaveiro trocasse as fechaduras das portas: “Amiga, eu sei que você não está bem, mas se esse homem entrar enquanto você está no trabalho e colocar a amante grávida para morar aqui, você ficará sem casa.”

Dito e feito. O marido de Giovana tentou entrar no apartamento com a amante (o porteiro permitiu) e não conseguiu. Depois daquele dia, Giovana pôde conduzir os termos do divórcio, pelo menos tendo um teto sobre sua cabeça. A situação era ruim, mas poderia ter sido muito pior.

Há dois anos, venho seguindo advogadas especializadas em direito de família por curiosidade. Embora muitas dessas profissionais ofereçam orientações valiosas e éticas, há também uma preocupante tendência de algumas delas se tornarem ‘doutoras-influencers’, promovendo conteúdos duvidosos e até antiéticos em suas redes sociais.


Essas influenciadoras jurídicas muitas vezes incentivam suas seguidoras a explorarem seus relacionamentos em benefício próprio, ignorando considerações éticas e legais. Elas podem sugerir estratégias questionáveis para obter vantagens financeiras ou materiais durante um divórcio, incentivando um comportamento oportunista em detrimento da integridade moral.


Marta acabara de conhecer Pedro quando a pandemia começou. Ela trabalhou em home office enquanto ele afirmava ser enfermeiro, mas morava com os pais idosos. Por receio de voltar para casa e contaminá-los, ele pediu para morar com Marta até que o lockdown terminasse. No entanto, como sabemos, esse prazo se estendeu por meses, e após seis meses morando juntos, o relacionamento de Marta e Pedro se configurou juridicamente como uma união estável.


Pedro decidiu pedir demissão e ficar em casa, enquanto Marta assumiu a responsabilidade pelas despesas, compras de mantimentos, faxina e pagamentos das contas e da prestação do apartamento. Marta preferia pagar as contas fisicamente, indo até a lotérica para poder guardar os comprovantes. Entretanto, ao se cansar da inatividade de Pedro, Marta tentou colocá-lo para fora, mas Pedro afirmou ter direito à metade do apartamento. Isso não apenas pela união estável, mas também porque ele se aproveitou do descuido de Marta com os comprovantes, pegando-os para si e afirmando ter feito os depósitos.


Giovana não suportou a infidelidade, enquanto Marta não aguentou o abuso financeiro. Ambas tiveram parceiros detestáveis, mas não perceberam isso até que a situação culminasse em separação.


Por que não percebemos a areia movediça do amor até que estejamos nos afogando?


Alguns chegam ao limite ao pagar todas as contas para o parceiro, outros ao precisarem fazer sozinhos as tarefas domésticas, e ainda há aqueles que não conseguem dividir a criação dos filhos.


Minha avó suportou inúmeras traições e, quando questionava meu avô, ele ia até o armário e, em um acesso de fúria, quebrava pratos e copos. Ele não tinha argumentos para justificar seu comportamento e não admitia ser questionado. Ao decidir sair de casa com quatro filhos menores de idade, ela ouviu da minha bisavó o famoso mantra das mulheres dos anos 50 e 60: “ruim com ele, pior sem ele”. E assim, ela suportou os abusos durante todo o seu casamento.


Para minha avó, aguentar o abuso era mais fácil do que sustentar os filhos por conta própria, tendo apenas o ensino primário e sem o apoio da família. O olhar da sociedade pesou mais do que o casamento caótico que tinha com meu avô.
Ouvir que hoje em dia estamos menos tolerantes às falhas dos outros é reconfortante. Isso mostra que estamos aprendendo a traçar nossos limites. Ter a tolerância da minha avó não é que eu gostaria.


O autoconhecimento surge quando estamos sozinhos. É no silêncio do quarto, no passeio pelo parque, em uma caminhada pela praia. É quando realmente apreciamos nossa própria companhia que começamos a refletir sobre as concessões que precisamos fazer para estar com o outro.


De qual parte de mim, dos meus desejos e sonhos, devo abrir mão para ficar com Fulano? Vale a pena? É isso que eu realmente quero?


Conheço uma amiga que, desde os 13 anos, nunca ficou solteira. Sempre emendou um relacionamento no outro, como se não conseguisse viver em sua própria companhia. Parece que seus pensamentos lhe são estranhos. Ela sempre se moldava aos seus namorados. Quando namorou um gótico, só vestia roupas pretas; quando namorou um skatista, só andava de boné; quando namorou um personal trainer, ia para a academia todos os dias. Era camaleônica. Acredito que nunca se conheceu verdadeiramente.


“Mrs. Dalloway, Mrs. Dalloway, sempre dando festas para encobrir o silêncio!” Virginia Woolf.


Estamos entrando em uma era mais individualista. O conceito de “Amor Líquido” foi introduzido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman em sua obra homônima. Ele descreve o amor líquido como uma forma de relacionamento caracterizada pela fluidez, pela falta de permanência e pela instabilidade.

 
Nesse tipo de amor, os vínculos são facilmente descartáveis e as relações são frequentemente transitórias, sem compromissos duradouros. O termo “líquido” é usado para transmitir a ideia de que os relacionamentos modernos se assemelham mais a substâncias fluidas que podem se adaptar e se transformar rapidamente, em vez de estruturas sólidas e estáveis.

 
Bauman argumenta que a sociedade contemporânea, marcada pela rapidez das mudanças e pela ênfase na individualidade e na liberdade pessoal, contribui para a liquidez dos relacionamentos, tornando mais difícil estabelecer conexões profundas e duradouras.


Visto por uma pessoa que está casada há quarenta anos, esse tipo de relacionamento descartável pode soar como uma ofensa aos bons costumes.
Para uma pessoa da geração X, talvez soe como uma possibilidade libertadora.
Esse confronto geracional sempre existirá. Enquanto uns precisam de pai, mãe e filhos, outros encontram a felicidade em relacionamentos homoafetivos, em trisais, escolhem nunca sair da casa dos pais, e até mesmo em uma solitude autoguiada. Enquanto todos estão de acordo, a organização se sustenta.
Enquanto a necessidade de reprodução é primitiva, os tipos de relacionamento são produtos da cultura, ou seja, estão sujeitos a mudanças do mercado conforme for mais conveniente.

 
Os povos nativos não estruturavam seus relacionamentos como fazemos hoje. Existem culturas onde casamentos ainda são arranjados, onde um homem pode ter diversas esposas.


Nós, do ocidente, desejamos uma família feliz que sempre vemos em um comercial de margarina (quem tem aquele bom humor de manhã? Que mãe está arrumada servindo café da manhã? O mundo real é uma correria para fazer a criança comer, escovar os dentes e pentear o cabelo antes que a perua da escola passe!).

 
E se nossa família não é parecida com aquele comercial, temos pressa em fazer essa transformação. Precisamos mostrar para a sociedade (com um reels no Instagram) o quanto somos felizes comendo um pão com Doriana e se essa felicidade não chega rápido o suficiente, trocamos de família, afinal, deve ter algo errado com a nossa.


Em uma estrutura familiar onde apenas as aparências importam, o quanto ficamos infelizes para mostrar uma alegria plástica?


Será que realmente buscamos um relacionamento de conto de fadas ou essa ideia falsa foi implantada em nossas mentes desde criança?

 
Emoções são a chave para o controle das massas, seja através de propagandas, seja através de ideais de relacionamento.

 
Pessoas se agarram à ideia de um relacionamento perfeito, duradouro e imutável e se engessam em uma rotina.

 
Pessoas mudam, sonhos mudam.

 
Às vezes é difícil perceber que alguém que amamos muito não é mais aquela pessoa que nos trazia felicidade e não é um anel de compromisso que se tornará uma sentença de uma vida infeliz.


Brittany Murphy, uma talentosa atriz de Hollywood conhecida por seus papéis em filmes como “Clueless” e “8 Mile”, foi tragicamente usada e negligenciada por seu marido, Simon Monjack. Ele, um cineasta britânico, casou-se com Murphy em 2007, mas logo surgiram relatos preocupantes sobre seu comportamento controlador e manipulador.


De acordo com investigações e documentários sobre o caso, Monjack explorava a fama e a generosidade de Murphy para sua própria vantagem. Ele era frequentemente descrito como alguém que vivia à sombra de sua esposa, dependendo financeiramente dela e capitalizando sua fama para manter um estilo de vida luxuoso.

 
Enquanto Murphy lutava contra problemas de saúde, incluindo problemas respiratórios e enxaquecas crônicas, Monjack parecia não estar interessado em buscar ajuda adequada para ela. Em vez disso, relatos sugerem que ele a mantinha isolada e sob sua influência, impedindo-a de receber o cuidado médico necessário.


O documentário “Brittany Murphy: An ID Mystery” lançou luz sobre as circunstâncias misteriosas que cercaram a morte de Murphy em 2009, assim como a subsequente morte de Monjack apenas cinco meses depois. A especulação sobre as causas exatas de suas mortes continua, mas muitos acreditam que a negligência e a exploração por parte de Monjack contribuíram para o declínio da saúde de Murphy e, eventualmente, para sua morte prematura aos 32 anos.


Como uma atriz famosa do porte de Brittany Murphy não percebeu o relacionamento abusivo?


Mariana descobriu que seu marido estava enganando seus clientes. Ele fazia as vendas e entregava produtos muito aquém do que havia prometido, se entregasse algo. Isso gerou um desgaste quando as primeiras cartas comunicando citações de processos chegaram ao seu apartamento. Mariana tentou conversar com o marido, que deu respostas evasivas e colocou a culpa em seus clientes.

 
O amor que ela tinha cultivado por anos foi removido quase instantaneamente e o véu que encobria atitudes criminosas e tóxicas ficou nítido. Mariana encerrou o casamento imediatamente, sem titubear. Seus valores eram muito mais fortes que qualquer ideal romântico.


Admiro muito Mariana por ter tido uma atitude racional independente de suas emoções. Não é simples conseguir separar as duas coisas.

 
Os pais de seu marido a questionaram sobre o motivo do divórcio e ela foi franca com eles. O que não esperava é que eles dissessem que ficariam ao lado do filho mesmo que ele fosse preso, afinal, o sangue que corre nas veias é sempre mais forte. Foi nesse momento que Mariana cortou relações com todos. Para ela, não existe DNA que justifique mau-caratismo.


Aqui chegamos ao ponto onde o desapego pode se tornar a arma mais poderosa na vida de uma pessoa: saber dizer ‘não’ é libertador.

 
Se você não quiser fazer alguma coisa, diga que não quer.

 
No Brasil, temos a tradição de encontrar desculpas esfarrapadas para justificar uma negativa.


Simplesmente diga a verdade: não vou, não quero, não posso, hoje não dá. É muito melhor ser visto como ‘grosso’ do que ficar infeliz para satisfazer o capricho de outros.


Quando me formei em cinema em 2006, apareceram ‘amigos’ em diversos lugares me pedindo para escrever um roteiro, para ajudá-los com um edital ou para ajudar a locar um espaço para seus vídeos caseiros. Todos eles queriam que eu trabalhasse de graça, pela força da amizade. Uma amizade que sequer era lembrada antes da minha formatura.


“Não custa nada”, “É rapidinho”, “Para você é fácil”. Eram frases que ouvi por muito tempo e até cedi algumas vezes. Quantas plantas baixas fiz de graça só para ‘dar uma força aqui’. Nunca vi a cor do dinheiro, um agradecimento ou mesmo um crédito. Apenas fiquei com o arrependimento, desejando ter gasto aquele tempo com algo que me deixaria mais feliz.


Do mesmo jeito que limpamos um armário para tirar acúmulos que fazem com que nosso espaço útil diminua, ao rejeitar coisas, favores e pessoas que não nos fazem bem, abrimos espaço interno para preencher com nós mesmos.


Desapegar de relacionamentos tóxicos, sejam eles amorosos, de amizade ou profissionais, é um ato de coragem e autorrespeito.

 
Assim como Mariana teve a força de romper com um casamento baseado em mentiras e manipulações, também podemos aprender a dizer “não” às situações que nos sugam energia e nos afastam de nossa verdadeira essência.

 
É ao rejeitar o peso das expectativas alheias, dos compromissos que não nos trazem felicidade e das relações que nos diminuem, que nos libertamos para buscar o que realmente nos preenche e nos faz crescer.

 
Esse desapego não é apenas uma ação externa, mas um processo interno de reconhecimento de nosso valor e de priorização de nosso bem-estar emocional.
Assim, ao nos desvincularmos do que nos aprisiona, abrimos espaço para nos reconectarmos conosco mesmos e com aquilo que verdadeiramente nos faz felizes.

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