A indústria cultural não quer que você pense. E agora ela nem precisa pedir.

Adorno escreveu, lá no meio do século XX, que a cultura tinha virado indústria. Que o cinema, a música, os livros, tudo aquilo que um dia foi linguagem de ruptura, estava se transformando em produto empacotado. A arte passou a seguir fórmulas. A beleza virou consumo. O espectador deixou de ser alguém que sente, e […]

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Walter Benjamin na era da inteligência artificial

Walter Benjamin escreveu, em 1935, que a obra de arte perdia sua aura na era da reprodutibilidade técnica. Bastava que uma imagem fosse copiada mil vezes, industrialmente, para que ela deixasse de ser única e, com isso, deixasse de carregar aquele silêncio sagrado de algo que só pode ser visto uma vez, num lugar específico,

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Eu escrevo sobre amor, apesar de não acreditar mais nele

Escrever sobre amor quando já não se acredita nele é uma forma curiosa de resistência. Ou de insistência. Talvez um modo silencioso de permanecer próxima daquilo que um dia pareceu possível, mas que hoje soa cada vez mais como ficção. No meu caso, literalmente. Escrevo comédias românticas. Construo finais felizes. Invento diálogos que só funcionam

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Tetrapharmakon: o que Epicuro diria para uma geração ansiosa

Epicuro viveu no mundo antigo, mas pensava como quem já pressentia os excessos do futuro. Em vez de templos, ergueu um jardim. Em vez de seguir os discursos dos poderosos, preferiu ouvir o silêncio da natureza e o som das conversas entre amigos. Foi nesse espírito de busca pela serenidade que ele formulou o Tetrapharmakon,

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A Planta Baixa da Loucura: O Legado de Hitchcock em um Mundo que Aprendeu a Construir Pesadelos

(O que escrevi em 2013 – A Hipótese da Releitura Expressionista) O capítulo final da minha monografia de 2013 era um exercício de imaginação: uma releitura do cenário de Janela Indiscreta sob a ótica do Expressionismo Alemão, a vanguarda que tanto influenciou o jovem Hitchcock. A proposta era abandonar o realismo meticuloso do filme original e, em

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O Lar como Armadilha: Como Hitchcock Transformou a Arquitetura da Segurança em Palco para o Medo

(O que escrevi em 2013 – A Tese da Domesticação do Terror) Em minha monografia de 2013, argumentei que o monstro mais aterrorizante de Hitchcock não era um homem, mas o próprio espaço que ele habitava. Minha análise se concentrou em como ele corrompia o conceito de “lar”, o epicentro da segurança, de duas maneiras

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Hitchcock Não Dirigia Atores, Ele Dirigia Espaços

(O que escrevi em 2013 – A Influência Expressionista) Em 2013, dediquei um capítulo para desvendar a “assinatura Hitchcock” no uso do espaço. Argumentei que sua genialidade não vinha apenas do roteiro, mas de sua formação como desenhista e diretor de arte na Alemanha dos anos 1920, em pleno auge do Expressionismo. Filmes como O Gabinete

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O que um Chão Riscado com Giz nos Ensina sobre o Poder da Arquitetura no Cinema

Atualizando o Pensamento da Monografia – Parte 1 (O que escrevi em 2013 – A Tese Central) Em minha monografia de 2013, comecei com uma provocação: a ausência. Utilizei o filme Dogville (2003), de Lars Von Trier, como um estudo de caso reverso. Ao remover as paredes, portas e toda a fisicalidade de uma cidade, substituindo-a

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