Thetahealing – Cura com a força da mente

Desde o início de minha jornada em busca de terapias holísticas, deparei-me com diversas abordagens fascinantes, cada uma oferecendo uma perspectiva única de cura e transformação. No entanto, uma delas se destacou de maneira bastante curiosa.
O ThetaHealing é uma terapia energética baseada no acesso à frequência cerebral theta, que permite ao praticante conectar-se com a fonte criadora de tudo que existe, independentemente da crença religiosa ou espiritual. Essa técnica supostamente possibilita identificar e mudar crenças e padrões limitantes que impactam nossa saúde física, emocional e espiritual.
A técnica foi desenvolvida por Vianna Stibal, uma terapeuta holística americana, que, após enfrentar uma grave doença, passou a buscar maneiras alternativas de cura. Durante uma meditação, Vianna teve uma experiência reveladora ao acessar a frequência cerebral theta e realizar sua própria cura. Assim, surgiu o ThetaHealing, que se tornou uma ferramenta transformadora na vida de muitas pessoas ao redor do mundo.
Minha jornada com o ThetaHealing começou de forma inesperada quando ganhei um curso para me tornar uma ThetaHealer. Confesso que, inicialmente, eu era um pouco cética em relação à eficácia dessa técnica, mas decidi embarcar na experiência com a mente aberta. Afinal, eu já havia me surpreendido positivamente com outras terapias que antes considerava duvidosas.
O curso em si foi ministrado em três dias das 8h as 20h. Foi exaustivo, mas, -com o olhar mais suave e menos focado no objetivo – consegui prestar atenção no caminho, onde colhi pequenos presentes. Primeiro, o curso foi ministrado aconteceu em um lugar maravilhoso em São Paulo, com cores, objetos de diversos países, plantas, carpas e até mesmo banheiros com origamis pendurados. O caminho até lá era agradável. Um quilômetro de caminhada em meio a um dos bairros mais seguros e arborizados.
Era inverno, o tempo estava deliciosamente frio (como não sou obrigada a seguir o padrão, sou uma brasileira que ama o frio, detesta o calor e praia) e os lanches da manhã e tarde eram deliciosos chás, canjica com paçoca, pão de queijo e bolinhos. Engordei quatro quilos em três dias.
Durante o curso, aprendi sobre o poder das crenças em nossa vida e como elas podem afetar diretamente nossa saúde e bem-estar. Descobri que muitas vezes carregamos crenças limitantes e inconscientes que nos impedem de viver plenamente e alcançar nosso potencial máximo, justamente o que minha psicóloga tanto falava e eu nunca entendia completamente.
Meu maior questionamento em relação às terapias holísticas que vivenciei foi em relação à sua aplicação prática na vida. Todas são muito sedutoras, com discurso extraído de marqueteiros que os vendem como algo mágico.
A Lei da Atração vende cursos tão caros quanto uma especialização em medicina. Vejo pessoas pagando fortunas para viajar e conhecer gurus como Tony Robbins acreditando que vão oferecer algo milagroso para mudar de vida. O que oferecem são insights e esses sim, aliados ao autoconhecimento, podem ser em algo transformador.
O ThetaHealing, assim como outras terapias holísticas, não tem a intenção de substituir a medicina tradicional, mas sim de complementá-la. Muitos terapeutas holísticos trabalham em parceria com profissionais da área médica, reconhecendo a importância de ambas as abordagens para a saúde e o bem-estar integral do indivíduo. Isso é útil. É integrado e nunca uma substituição. Imagino que uma terapia que acalme um paciente e lhe traga alguma serenidade durante um tratamento difícil seja melhor do que mantê-lo estressado.
É claro que uma meditação que tem o poder de cura imediata me soou a charlatanismo, até que fiz o teste. Em um mundo onde a ciência e o materialismo predominam, é difícil encontrar espaço para terapias que lidam com o intangível. Vou explicar o que aconteceu e deixo que o leitor tire as próprias conclusões.
Enquanto caminhava pela rua, uma dor intensa no ciático começou a me incomodar. Essa dor era um problema recorrente e eu já havia tentado diversos tratamentos sem sucesso. Era um dia em que eu iria atender alguns clientes, andar muitos quilômetros e dependeria exclusivamente do transporte público.
Sem hesitar, decidi aplicar o que havia aprendido no curso. Parei em um ponto de ônibus, fechei os olhos, respirei profundamente e acessei a frequência theta. Comecei a declarar a dor finalizada, evocando a cura completa. Em poucos minutos, para minha surpresa, a dor começou a diminuir gradualmente. Aos poucos, meu corpo relaxou e a dor desapareceu por completo.
Fiquei tão impressionada que duvidei dos efeitos. Pulei, entortei a coluna. Mudei a bolsa de lado. Ela tinha realmente desaparecido, depois de dias me incomodando. Faz um ano desse fato e nunca mais senti a dor.
Não sou fácil de me convencer, como já deve estar muito claro. Presumi efeito placebo, presumi que nem estava doendo tanto assim (sim, estava!), imaginei que talvez a crença de que tinha curado tinha apenas feito com que eu desviasse a atenção para outras coisas e aos poucos estava sucumbindo a uma osteoporose precoce sem me dar conta.
Seja o que for, não dói mais e o Raio-X não indicou problema algum. Não sei explicar. Ainda duvido.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *